domingo, 23 de fevereiro de 2025

o louco do tarot

já fui à guerra

enfrentei feras

dragões... vilões...

muito lutei...

se ganhei... não sei...

sei... fui destemida...


o necessário fiz

fui aprendiz na dor

sei sabor da traição covarde

no entanto não fiz alarde

se chorei... já não mais sei

não revidei... também não morri...

fui parida pra viver

pra aprender

pra entender

tudo neste plano tem uma razão de ser...


hoje leio o passado

para mais adiante ir

nas lições de vivências tantas

sem inúteis mágoas

sem tristezas

na bagagem apenas leveza

na certeza do arquétipo o louco do tarot

sou como sou... tenho brilho que lapidei...

minha alma se libertou

aprendi... cresci... voei...


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

estrelas... bichinhos... passarinhos...

 aposta no azul de brancas nuvens bordado

ensolarado céu ao meio-dia do dia

da vida à meia estrada

não por nada assim se mostra

desde início da manhã energia posta

quem não a percebeu

perdeu-se em brumas de sentido outro

não o exposto de infinita sabedoria...


moveu passos na história de vida

orientou por incertos rumos

incentivou não desesperançar

crer... lutar... escolher...

andar pelo justo caminho

colher frutos de viver sem mágoa

na companhia estrelas... bichinhos... passarinhos...



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

de luz... de paz...

poema caminho faz

alma em expressão

comunhão com divino

chega à palavração

energia de luz... de paz...


poema transporte faz

sensitivo ao concreto

interior porta abre

momento de luz... de paz...


poema fala faz

desde invisível lugar

amar questão de urgência

tempo de luz... de paz...


terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

iluminada celebração

dia em janela se abre

no frescor do sul em sopro

abençoado na suavidade

doçura do divino em claridade...


outono me viu cair

seguir urgência se fez

na tez determinação

na lida dedicação

reflexão...

entendimento...

decisão...

na vida nada em vão...


primavera fez-se de espera

verão de contestação

superação em bênçãos chegada

adiante firme jornada...


novo outono em luz se anuncia

em alegria cresce

faz-se sol ensolarado

vida reluz em paz e gratidão

presente em iluminada celebração...


domingo, 16 de fevereiro de 2025

incêndios

 habituamo-nos a comprar

num determinado lugar

pela facilidade de acesso

pela delicadeza  no trato

pelos produtos sempre encontrados...


eis que totalmente consumido local

 pelas vorazes chamas de incêndio...


seguintes reflexões desatam

constatações...

considerações...

tristezas...

algumas conclusões...


tristes pelas pessoas envolvidas

quiçá empregos perdidos

vidas certamente atingidas...


na sequência do dia

estranhos os pensamentos

na manhã anterior lá estavam

produtos antes de serem comprados

vinho que dança na taça

limpador para vidraça

seres sobreviventes

agora me olham talvez

no questionamento de seus destinos

ou o faço eu ao manuseá-los

ao internamente me responder

estranho mesmo o mundo e o viver...


analogia em revolução

quando internos os incêndios

rescaldo dos sobreviventes seres

bem necessários esses fazeres...



atual o mal secreto

 se se pudesse do espírito que chora

ver através da máscara da face (Raimundo Correia)


do interno sentir

nada se consegue ver

máscara está a esconder

das tristezas não possível saber...


escondidas... aprisionadas...

choram em uníssono as dores

face dissimula

em declarados elegantes vocábulos

em maravilhosos vídeos

em alegres fotos

falsificam todos doído sentir

visíveis apenas falsas felicidades

enganosos jeitos de parecer

na verdade não permitido ser...


continua de raimundo  o mal secreto 

atual neste de tantos falso mundo...

domingo, 9 de fevereiro de 2025

rio e vida

 caminho caminho que faço

abraço do dia o agora

senhora de minha vontade

companhias escolhidas

vida de plena vida

minha felicidade...


de primeira pessoa verbo

pronomes... intenções...

celebro na pista

ritmo conquistado

desvelo conhecimento

interna magia do tempo...


busco entender

de bênção à traição

significados vários

desafios desenhados

incentivam compreensão

crescimento... evolução...


tentáculos percebidos

obtusos vernáculos ouvidos

cortá-los mister se faz

pra adiante ir em paz...


no encontro de obstáculos

sábia a decisão

retirá-los...

ou tão somente contorná-los...

na metáfora comparativa

cantam alegres rio e vida...


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

envelheSER (inspiração em Muna Zeyn)

 envelhecer se transforma

SER em envelhecimento

SER de ontológicos direitos

SER em evolução

SEM contestação...


sabedoria do tempo traz

ampliação de consciência

sem negação de trajetória

urgência na verdade da história...


assim...envelheSER atinge

conquista um novo tempo

um lugar sem etários preconceitos

divulga revolução de viver

contribuir com conhecimento 

usufruir da vida desejada

pela irrevogável condição de SER...



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

da alma a canção

tempo de serenidade

simples vida de verdade

sem o desnecessário

minimalista opção de viver

enfeitam da maturidade meus dias

nas companhias que elejo

gatos... cão... algumas gentes...

poucas as sobreviventes...


inspiração de longe vem

escuta apito de trem

nas madrugadas geladas

ao assobio do minuano vento

no congelante caminho

da escola pelos verdes campos

onde não ao acaso fui parida

fazem a diferença de vida...


caminho caminho que faço

escolho com fundamento

abraço com alegria a lida

trago na mochilinha comigo

a fé que confiança é

gratidão a mãe e a pai 

assim adiante feliz o coração 

na composição da alma a canção...









terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

gratidão

 madrugada encontra dia

na companhia das estrelas

brilham olhos ao vê-las...


na despedida cintilante

chega dia ensolarado

adiante caminho  abençoado...


tudo na paz está

mínimos detalhes

nada a mudar...


seguir...

aprender...

crescer...


florescer no amoroso abraço

do universo em energia pleno

não pequeno nosso coração

faz-se amplo em gratidão... 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

sonho em poesia

à noite sonho
em sala de aula estou
declamo
cito versos
desde memória
desde coração
chamo a poesia...

de tudo ao meu amor serei atento
antes... com tal zelo e sempre e tanto
que mesmo em face de maior encanto
dele se encante mais meu pensamento

tantos os encantos
levam...
lavam nossas vidas...
fazem-nos perceber
o quão justa...
e nobre...
e dedicada...
e responsavelmente bela
a fidelidade...
ao nosso coração
à verdade de nossa alma
sem propostos desvios
pelos falsos encantos...

eu me lembro... eu me lembro...
era pequeno e brincava na praia
o mar bramia e erguendo seu dorso altivo sacudia
a branca espuma para o céu sereno
que dura orquestra
que furor insano
que pode haver maior que o oceano
minha mãe a sorrir olhou pros céus
e falou um ser que nós não vemos
é maior do que o mar que nós tememos
bem maior do que o tufão, meu filho
é Deus...

poesia... memória...coração...
unem-se em sonho
adiante vão na exposição...oração de pura fé...

o poeta é um fingidor
finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente...

fingir... tantas vezes tão mais fácil
nas sociais redes o preferido caminho
enquanto a sangrar canta o coração...

sinto a atenção da sala
sinto-lhes a respiração
então...continuo...

gracias a la vida
que me há dado tanto...

agradecer é preciso
é poderosa energia...

yo tengo tantos hermanos
que no los puedo contar...

que os povos consigam conviver em fraternidade...

a vida
é uma estranha hospedaria
de onde se parte quase sempre às tontas
pois nunca nossas malas estão prontas
e nossas contas nunca estão em dia...

vida...
o que aqui fazemos
se temos afinal um plano a seguir
vale sobre ele refletir... 

que triste essa vida
se não fora a presença
distante das estrelas...

que nossa utopia
possa
se reforçar nas estrelas...

assim... um a um
poetas e poemas
foram visitados
lembrados
em meu sonho
estava acompanhada...e feliz...

gracias a Vinicius...
a Casimiro...
a Pessoa...
à La Negra...
à Violeta...
a Athaualpa...
e...profundamente...ao sempre amado Quintana... (16/07/2023)







El Condor de América

 não me despertes

acordada estou

desde anúncio primeiro

da manhã chegada...


desde lida que domestica

desde sonho que longe fica

retomo meu passo

em louco abraço de amor

à vida...

ao meu tempo...

sem lamento...



a mim procuro

no escuro da estrada me perdi

hoje me reencontro aqui

me apronto a ver

horizonte em cor

sou el condor

do alto da cordilheira

avisto América a renascer

como renasço em voo

altaneira

sou condor 

pela vez primeira...   (12/01/2022)


domingo, 2 de fevereiro de 2025

essência

 essência se revela

nos detalhes

lugares ainda não visitados

do concreto

do abstrato

no olhar dos personagens no retrato

na folhagem com a brisa a balançar

na aragem na madrugada a docemente refrescar...


todavia nada permanece 

tudo evolui

mesmo o que cristalizado parece

assim não está

questão de olhar

porque não os mesmos somos

a cada novo passo

no abraço à vida

no afago ao cão... ao gato...

lá dentro

nosso infinito se aprofunda...


e... tudo muda

tudo se inunda sempre

de nova cor

antes não percebida...


há outro sabor a nossa espera

há outras infinitas primaveras

atentemos à essência 

presente em nossa vida...

rejubilo-me

rejubilo-me... sim...

meu verbo trazido

das leituras de infância

ainda não gasto

pelo desatento uso

abundante nestes digitais ventos

faço-o pelo significado

tradução próxima

do que hoje sinto... 


há dias limpo pedaços

antes não priorizados

partes do todo não olhadas

até ignoradas

como mágica alquimia... talvez...

postura de feiticeira

na escolha nunca antes primeira...


hoje celebro

no justo júbilo então

decisão de divino sopro

encorajado desde infinito interno

nascido no longe e frio inverno...


gratidão se faz quase um grito

na alegria que ousadia é

que certeza é

do dia de cada dia...



minha autopsicografia (com licença de Pessoa)

 poesia com intertextual inspiração

ou não

sabedoria exposta

ou imposta filosofia

na urgência

ou na demência

na carência

ou apenas na sobrevivência

ou ainda e tão somente na resiliência da poesia...

da vida...

do dia a dia...


poesia no entendimento

ou no velado fingimento

na castrada independência

ou na suposta venturosa postura

agruras do passado tempo...


poesia apenas acostumada 

à palavra falada

ou ao verbo calado...

mudo...

amordaçado...


poesia no traço do que vejo

ou no destraço do que finjo não ver

no ensejo do esperado

ou do inesperado desejo

do almejado

ou no consagrado

no desconsiderado

no desconfiado desterro...



neologismo antigo

 poetar desde infinito

da alma

na calma do amanhecer

pra não dizer do que se quer

mas do grito

de entendimento conquistado...


poetar esculpe coração grato

assim é

se afirma no que sente

na compreensão do urgente

sobrevivente clama na expressão

não nega compromisso na exposição

alma em doce libertação...


poetar a urgência de amar

resignificada na neologia

do mais antigo verbo...


poetar amar-se 

primeiramente

a mais necessária poesia...



passado presente futuro

tudo tempo esclarece desvanece mágoas ilumina entendimento alinha novos e antigos momentos... assim se faz energia desobstaculiza acertos......